domingo, 15 de fevereiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

UM ESTRANHO NO NINHO VENCE COM MOTOR EMPRESTADO
       
   (aconteceu na 21a Mil Milhas Brasileiras a 26/01/1992)


Esta Mil Milhas, foi realmente uma Mil Milhas muito diferente das outras que até então estávamos acostumados a acompanhar. A começar pela novidade da hora de largada, que em vez da tradicional largada noturna com arquibancadas completamente tomadas pelo público eufórico esta,  teve a sua largada ao meio dia de um sábado, com as arquibancadas mostrando grandes manchas da cor de cimento, porém por alguns segundos focada pelas grandes emissoras de televisão, "que sempre estiveram presente apóiando incondicionalmente o nosso tupiniquim esporte a motor".
Como toda Mil Milhas, o resultado surpreendente também faz parte da tradição, e logicamente nesta 21ª Mil Milhas Brasileiras, não poderia deixar de ser diferente das outras conforme veremos a seguir.
Os Opalas da categoria stock car mais os Mustang da dupla Denísio Casarini – Fábio Greco, e dos cariocas Paulo Lomba, Roberto Aranha e J. Botelho, desde os treinos vinham impondo um humilhante ritmo aos demais carros de menos potência, inclusive às duas BMW M3 originais de rua (Grupo N) da equipe alemã, que aqui aportara a convite da Regino (um dos patrocinadores). Esta "supremacia" para espanto da torcida se apresentou de tal forma, que estes Opalas e Mustangs acabaram dividindo entre si, as primeiras posições do grid de largada.
Ainda para infortunio da equipe alemã visitante, uma das BMW M3 durante a etapa dos treinos, teve o seu motor estourado, pois a nossa gasolina batisada com alcool havia digerido totalmente um dos seus pistões. Para completar, os alemães senhores absolutos de sua auto suficiência desmedida, não trouxeram sequer peças de reposição para os motores.
Ai entra o jeitinho brasileiro, quando um dos técnicos da Regino descobre que em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, andava  pelas ruas uma BMW M3 identica a dos alemães. Com um pouco de conversa, o tal proprietário do interior cede emprestado o motor da sua BMW M3, e fica então resgatada a moral do time germânico.
Iniciada a corrida, o stock de Adalberto Jardim e Paulo Marino toma a dianteira e já na terceira volta punha uma volta de vantagem sobre um retardatário. Tamanha disposição leva o stock a abrir logo o bico, passando a dianteira então para o Mustang da dupla Casarini – Greco.  Dava gosto de ver a corrida pelo ritmo alucinante dos primeiros colocados, até que pouco a pouco foram cedendo os seus lugares para as BMW M3 não tão rápidas, mas constantes e resistentes. Quando tudo parecia que ia dar a dobradinha da equipe germânica, após oito horas de corrida BMW que era pilotada por Ingo Hoffmam e os alemães B. Effinger e Franz J. Prangemeir, estoura o motor, porem desta vez,  por  culpa do gringo Effinger que empolgado não se da conta da luz espia acesa indicando quebra da correia da bomba d’água.
Após 13 horas de disputa, exatamente à 01:00 da manhã de domingo, cruza a linha de chegada em primeiro lugar a BMW M3 com motor emprestado, pilotada pelo brasileiro Claus Heitkotter e pelos alemães M. Gindorf e J. Weiss, seguido pelo sensacional Voyage 1800 da dupla Boer e Lykouropoulos ( mostrando aos grandalhões da stock, que tamanho não é documento) e em terceiro o combativo Mustang dos cariocas Paulo Lomba, R. Aranha e J.Botelho.
fatos interessantes:

- a esquadra alemã de nome Nimex, volta vencedora graças a um motor emprestado e que já estava acostumado andar em primeira, segunda e terceira nas ruas de paralelepípedo da nossa querida Ribeirão Preto.

- mais uma vez eu tive a grande oportunidade de seguir esta corrida  do lado de dentro do palco ou seja; nos bastidores e camarins,  e mais uma vez presenciei e senti na própria pele que nem sempre a credencial que você tem e que foi obtida junto a direção da prova não é a que vale para  os "intransigentes e despreparados  seguranças”. Hoje, graças a tecnologia com seus cartões magnéticos e lógico um melhor preparo do pessoal de segurança e suporte, estes fatos “não ocorrem mais”.

- dos três Aldees que largaram e que vinham de um ótimo retrospecto da ultima Mil Milhas ( 19ª MM de 1990 ) o pilotado pelos Jimenes ( pai e filho) e pelo César Garcia Samos foi o melhor colocado, chegando em sexto lugar na geral , apesar de ter largado na 31ª posição.

- uma das atrações da prova, foi o Chevete ( hibrido) com motor 2.0 turbinado . Pilotado pro Silvio Zambelo, Fernando Rebellato e Jose R. Fiamingh, este carro chegou a brigar no primeiro pelotão, pois seu motor nada devia ao dos Opalões da stock.

- o fraquíssimo desempenho e depois abandono do protótipo Aurora foi uma das decepções da corrida. Pilotado por Atilla Sipos e Lineu Linardi com um motor turbo de 2000 cilindradas, mesmo largando na 9ª posição, já na 20ª volta parava seguidamente para reparos.

- outra decepção, foi o protótipo Lola T163 Avallone Crysler pilotado por Antonio carlos Avallone, que acabou nem chegando a formar no grid.

MUSTANG DE CASARINI E GRECO

                              VOYAGE 1.8 DE LYKOUROPOULUS E BOER                         

VENCEDOR NA CATEGORIA "A"  DA  MIL MILHAS ANTERIOR,  ERA FAVORITO, MAS PAROU POR PROBLEMAS MECANICOS.

OPALA DE CAMILO CRISTOFARO UM DOS FAVORITOS QUE TAMBÉM NÃO TERMINOU POR QUEBRA.

PROTOTIPO ALDEE  DA FAMILIA JIMENES ( PAI E FILHO ) E SAMOS, MELHOR COLOCADO ENTRE OS PROTÓTIPOS ALDEES E SEXTO NA GERAL .

MUSTANG DO PAULO LOMBA, J.BOTELHO E ARANHA, TERCEIRO COLOCADO, TERMINOU BRAVAMENTE A CORRIDA COM O MOTOR RAJANDO OS CINCO CILINDROS RESTANTES.

PROTOTIPO AURORA 2000 ESTREOU COM ATILA SIPOS E L.LINARDI, TAMBÉM NÃO TERMINOU A CORRIDA.


CLASSIFICAÇÃO FINAL

1.    Heitkotter/Gindorf/Weiss  -  BMW M3  -  372 voltas
2.    Lykouropoulus/Boer  -  VOYAGE 1.8  -  366 voltas
3.    Lomba/Botelho/Aranha  -  MUSTANG  -  363 voltas 
4.    Alves/Tarso  -  OPALA   -  361 voltas
5.    Bonini/Alves/Pimenta  -  OPALA  -  350 voltas
6.    Jimenes/Samos  -  ALDEE  -  346 voltas
7.    Mita/Astolfo/Campos  - VOYAGE  -  345 voltas
8.    Jacobi/Caruso   -  VOYAGE  -   345 voltas
9.    Carta/Kowalczuko  -  GOL  -   341 voltas
10.  Santos/Souza/Helou  -   PASSAT  -   337 voltas 

A minha opinião sobre o que esta Mil MIlhas representou, levando em consideração o momento socio ecônomico do Brasil naquele inicio da decada de 90.

A 21a Mil MIlhas de 1992, veio simplesmente confirmar um discurso de 1990 do então Presidente do Brasil  ( pouco tempo depois deposto ), que os carros do Brasil eram verdadeiras carroças. A vitória de um carro BMW M3 normal sem preparo nenhum para competição esportiva, frente  as nossas máquinas tupiniquins com mais do dobro de potência,  passou o atestado definitivo da nossa falência  tecnologica ( bem entendido considerando o ano de 1992 ).  O positivo foi o inicio do processo de abertura que dai para frente ocorreu, derrubando as barreiras do protecionismo e imobilismo, elevando a nossa industria automobilistica  ao mesmo patamar tecnológico das demais e consequentemente com lucro para o automobilismo esportivo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO


CORRIDAS DE RUA

CLIP DOS 500 KMs DE PORTO ALEGRE DE 1962



MONTADO E PUBLICADO NO YOUTUBE 

POR HIPERFANAUTO EM 10/02/2012 E DIVULGADO 

NO BLOG " HISTÓRIA QUE VIVEMOS " EM 13/02/2012


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

reedição da matéria publicada em 30/01/2011

T U N E L  D O  T E M P O

DAVID CONTRA GOLIAS

DÉCADA DE 50 E 60,  NUMA ÉPOCA EM QUE DOMINAVAM AS PISTAS BRASILEIRAS OS POTENTES CARROS ESPORTES EUROPEUS (FERRARIs, MASERATTIs, LANCIAs ) E OS VELOZES HIBRIDOS MAIS CONHECIDOS POR MECANICAS CONTINENTAL ( FERRARI CORVETTE, MASERATTI CORVETTE E  ALFA ROMEO CORVETTE );  SURGIA NO CENÁRIO NACIONAL UMA NOVA PROPOSTA  DE CARRO DE CORRIDA  CLASSIFICADO DE MECANICA NACIONAL E POPULARMENTE CONHECIDO POR FORMULA JR.

FRUTO DO PIONERISMO DE CORAJOSOS CONSTRUTORES (TONI BIANCO, FRANCISCO ( CHICO) LANDI E JOSÉ GIMENES LOPES), ESTES FORMULAS JUNIOR ERAM CARROS DE CORRIDA  MAIS LEVES, DOTADOS DE MOTOR  TRASEIRO DE PEQUENA CILINDRADA ( CONCEPÇÃO MAIS MODERNA QUE JA VINHA SENDO ADOTADA NA EUROPA PELAS FABRICAS QUE DISPUTAVAM O CAMPEONATO MUNDIAL) AO CONTRARIO DOS CARROS ESPORTE E MECANICAS CONTINENTAL MAIS PESADOS  DOTADOS DE PROPULSORES DIANTEIROS DE ALTA CILINDRADA E DESEMPENHO.

INFELIZMENTE A "FORMULA JR." QUE PODERIA VIR A SER A ALTERNATIVA PARA A REALIDADE DO SUCATEAMENTO QUE JA VINHA OCORRENDO COM OS CARROS ESPORTE E MECANICAS CONTINETAL, NÃO TEVE OS RESULTADOS ESPERADOS.  O APOIO QUE A CATEGORIA NECESSITAVA DAS MONTADORAS AQUI NO BRASIL NÃO OCORREU, POIS A POLITICA DE MARKETING DAS MESMAS (DE OLHO NO CRESCIMENTO DO MERCADO QUE COMEÇAVA A SURGIR ) ERA IMPLEMENTAR AS CATEGORIAS DE CARROS TURISMO PARA FIRMAR SUAS MARCAS JUNTO AO PUBLICO.

A DUPLA LANDI - BIANCO  CHEGOU A CONSTRUIR DE SEIS A SETE CARROS SENDO QUE UM DELES APÓS O DESASTRE QUE VITIMOU O PILOTO CELSO LARA BARBERIS FOI TOTALMENTE DESTRUIDO PELA DUPLA E UM OUTRO SERVIU DE PLATAFORMA PARA  A CONSTRUÇÃO DO "CARCARÁ".

UM OUTRO FORMULA JR.  CHEGOU A SER CONSTRUIDO PELAS MÃOS DE JOSÉ GIMENES LOPES E CHICO LANDI, NAS OFICINAS DA TUBULARTE .

UM FATO NÃO PODE SER NEGADO, ENQUANTO ESTES FORMULAS JR. ESTIVERAM NAS PISTAS SEMPRE DISPUTARAM DE IGUAL PARA IGUAL COM OS POTENTES MECANICAS CONTINETAL E CARROS ESPORTE  TAL COMO:

DAVID CONTRA GOLIAS. 



CHICO LANDI (ESQUERDA) E TONI BIANCO COM O PROTÓTIPO DO FORMULA JR. LANDI-BIANCO NO AUTODROMO DE INTERLAGOS.


O PILOTO CHRISTIAN HEINS COM O FORMULA JR. TUBULARTE  DOTADO DE UM MOTOR PORSCHE DE 1500cc . GANHOU  NA SUA CATEGORIA MECANICA NACIONAL ATÉ 2500 CC TODAS AS CORRIDAS QUE DISPUTOU.



FORMULA JUNIOR LANDI - BIANCO (ESTE MODELO TINHA AS ENTRADAS DE AR IGUAL AO MODELO FERRARI 156 SHARK NOSE) PILOTADO POR
LUDOVINO PEREZ JUNIOR.


LARGADA DE UMA PROVA PARA CARROS ESPORTE NO 
 CIRCUITO DE ARARAQUARA EM 1963.
NO  FORMULA JR. N.2  (DOTADO DE UM MOTOR ALFA 2000CC ) ESTA CHICO LANDI 
AO LADO NO FORMULA JR. N.10 (DOTADO DE MOTOR DKW 1000cc) ESTA O PILOTO MARIO (MARINHO) CESAR DE CAMARGO FILHO



MARIO (MARINHO) CESAR DE CAMARGO FILHO E SEU FORMULA JR. NUMA DAS CURVAS DO CIRCUITO DE ARARAQUARA ( 1963 )


MARIO (MARINHO) CESAR DE CAMARGO FILHO E SEU FORMULA JR. DANDO UM SUFOCO NUM MECANICA CONTINETAL NO RETÃO DE INTERLAGOS
 500 KM DEINTERLAGOS DE 1963



SITUAÇÃO LAMENTÁVEL EM QUE FICOU O FORMULA JR N.2  NO ACIDENTE FATAL QUE VITIMOU O PILOTO CELSO LARA BARBERIS NOS
500 KM DE INTERLAGOS DE 1963.
UMA PERDA IRREPARÁVEL PARA O AUTOMOBILISMO BRASILEIRO. 


obs - Caso tenha sido omitido algum outro pioneiro da Formula Jr. peço desculpas ao mesmo e informe para os devidos créditos.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

reedição da matéria de janeiro de 2010

24 HORAS DE INTERLAGOS DE 1970

( A PRIMEIRA E A MESMO TEMPO A ULTIMA )

texto - Hiperfanauto
fotos dos acervos de: - Fabiano e Hiperfanauto.

UMA RÁPIDA DESCRIÇÃO DA ÉPOCA:

CORRIA O ANO DE 1970, O ANO DO MILAGRE BRASILEIRO E DO JARGÃO “BRASIL AME OU DEIXE-O”.

A NOSSA SELEÇÃO CANARINHO AINDA NÃO ERA TRI, MAS JÁ ESTAVA DESPERTANDO PAIXÕES, NO BEIRA RIO O TIME TITULAR HAVIA TOMADO UM SUFOCO DA SELEÇÃO GAÚCHA LIDERADA POR ANCHETA, MAS MESMO ASSIM O SENTIMENTO GERAL DO POVÃO ERA DE QUE NO MÉXICO A NOSSA CANARINHO IRIA ARRASAR E TIRAR DO GOGÓ AQUELE 1966 EM QUE FOMOS MASSACRADOS PELO EUSÉBIO DE PORTUGAL.

DE FATO ELA CHEGOU LÁ, ARRASOU E TROUXE O CANECO DO TRI DEPOIS DE UMA MAGISTRAL CAMPANHA, ATÉ HOJE INESQUECÍVEL NOS CAMPOS DE GUADALAJARA E CIDADE DO MÉXICO.

ASSIM NESTE AMBIENTE DE EUFORIA E PATRIOTISMO, COM O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL ATINGINDO O PATAMAR DE 10% E ETC E ETC, PARA FELICIDADE DOS “FANAUTOS” ERA CONSUMADA A ABERTURA DO AUTÓDROMO DE INTERLAGOS QUE HAVIA PERMANECIDO FECHADO POR UM LONGO PERÍODO PARA REALIZAÇÃO DE REFORMAS E; CONFIRMADA TAMBÉM A VOLTA DAS 
24 HORAS DE INTERLAGOS, QUE IRIA ACONTECER NO DIA 15 DE MAIO DE 1970.

A CORRIDA:

CHEGADA A DATA ESPERADA, UM SÁBADO DE SOL QUENTE, QUANDO ÀS QUATRO HORAS DA TARDE, ERA DADA A LARGADA PARA UM GRID DE 49 CARROS NACIONAIS DA CATEGORIA TURISMO ANEXO J, ASSISTIDA POR UM PÚBLICO QUE LOTOU TODAS AS ARQUIBANCADAS (COISA MUITO COMUM NA ÉPOCA – BEM DIFERENTE DOS DIAS ATUAIS ).

AO MELHOR ESTILO “ LE MANS “ PILOTOS DO LADO DE CÁ CORRENDO PARAS AS MÁQUINAS DO LADO DE LÁ, QUE SAIAM EM DISPARADA NUM ENSURDECEDOR MAS MARAVILHOSO RUGIDO DE MOTORES FEROZES E ÁVIDOS PARA ENGOLIR O ASFALTO. APESAR DOS TEMORES DE ALGUNS, FOI UMA LARGADA LIMPA SEM ESBARRÕES, EMPURRA EMPURRA E OUTRAS COISAS MUITO COMUNS QUE VEZ POR OUTRA SE PRESENCIA NOS TEMPOS ATUAIS.

NA PONTA, PULA UM OPALA QUATRO PORTAS DE NÚMERO 80 PILOTADO PELO NÃO MENOS FAMOSO BIRD CLEMENTE EM PARCERIA COM O SEU MANO (RECÉM SAÍDO DO KART) NILSON. E ASSIM FOI LIDERANDO A CORRIDA ATÉ A BANDEIRADA DE CHEGADA AS QUATRO HORAS DA TARDE DO DIA SEGUINTE.

NESTE MEIO TEMPO MUITA COISA ACONTECEU, A COMEÇAR PELO EMBATE DAVID CONTRA GOLIAS OU SEJA O FUSCA 1600 DA DUPLA FREDY GIORGI E ANGI MUNHOZ FAZENDO SOMBRA PARA O OPALA DOS IRMÃOS CLEMENTE POR MAIS DA METADE DA PROVA OU SEJA OCUPANDO O SEGUNDO LUGAR E PRONTO PARA QUALQUER BOBEADA OU PROBLEMA DA DUPLA VENCEDORA.

INFELIZMENTE O DESTINO LHES TRAIA, E NO MEIO DA MANHÃ DE DOMINGO O “PORRETA” DO FUSCA QUEBRA O EIXO-COMANDO DE VÁLVULAS E SAI DO PÁREO, TRAZENDO UM GRANDE ALIVIO PARA OS IRMÃOS CLEMENTE QUE BAIXAM O RITMO DA PROVA, POIS OS SEUS OUTROS MAIS PRÓXIMOS PERSEGUIDORES; UM OUTRO VOLKS 1600 ( ZÉ DO CAIXÃO ) DE EMERSON MALUF E FAUSTO DABUR E UM FNM DO HUGO GALINA E JAIME SILVA ESTAVAM COM MAIS DE OITO VOLTAS DE ATRASO.

JAYME SILVA E HUGO GALINA, SÓ PERDERAM O SEGUNDO LUGAR EM RAZÃO DE TER LEVADO MAIS TEMPO DO QUE O NECESSÁRIO, NUMA DAS OPERAÇÕES DE REABASTECIMENTO.

O COMPLETO DOMÍNIO DO COMEÇO AO FIM DO OPALA 80, NÃO DESMERECE DE FORMA ALGUMA A VITÓRIA DOS IRMÃOS CLEMENTE, POIS OS MESMOS SOMENTE CHEGARAM A ELA GRAÇAS A PERÍCIA DA PILOTAGEM DO BIRD E DO NILSON E UMA MÁQUINA MUITO BEM PREPARADA COM TRÊS CARBURADORES MUITO BEM ACERTADOS E UM VENENO BEM DOSADO PARA NÃO MATAR O CLIENTE ANTES DA HORA.

FATOS E CURIOSIDADES:

A MELHOR VOLTA DA PROVA FOI DO OPALA 80 COM BIRD CLEMENTE, MARCANDO 3M49S QUE MANTEVE A MÉDIA DE 118,44 KM/H DURANTE A PROVA.

O PILOTO LUIS CARLOS SANSONI COM UM DODGE DART DE NÚMERO 14 LOGO NO INICIO DA PROVA, SAIU DA PISTA, SUBINDO UM BARRANCO E FICANDO QUASE NA VERTICAL. O VEICULO FOI RETIRADO COM AUXILIO DE CORDAS AMARRADAS AO MESMO. APÓS SUBSTITUIR UMA DAS RODAS QUE HAVIA QUEBRADO NO ACIDENTE, O MESMO RETORNOU A PISTA, CHEGANDO A SER UM DOS POUCOS A AINDA TERMINAR A CORRIDA ( 28. LUGAR ).

OS OPALAS QUE PARTICIPARAM DA PROVA ERAM TODOS MODELOS SEDAN 4 PORTAS, POIS NESTA ÉPOCA A GM NÃO HAVIA AINDA LANÇADO O OPALA CUPE DUAS PORTAS.

O OPALA 4100 CC DA DUPLA BIRD E NILSON CLEMENTE UM MÊS E CINCO DIAS DEPOIS (20/06/70) BATEU O RECORDE DE VELOCIDADE NA RODOVIA CASTELO BRANCO, MARCANDO 232,5100 KM/H.

AS 24 HORAS DE INTERLAGOS DE 1970, TEVE EXATAMENTE A DURAÇÃO DE 24 HORAS, UM MINUTO E VINTE OITO SEGUNDOS.
A CURVA DO SOL MAIS UMA VEZ COBROU ATENÇÃO DOS PILOTOS, SENDO A RESPONSÁVEL PELO ABANDONO DO PILOTO ELVIO RANGEL QUE ATÉ O MOMENTO DA CAPOTAGEM VINHA CONDUZINDO SEU VOLKS DE FORMA EFICIENTE. OUTRO PILOTO QUE TAMBÉM TEVE SUA PARTICIPAÇÃO PREMATURAMENTE ENCERRADA NESTA CURVA, FOI LUIS LANDI ( FILHO DE CHICO LANDI ) QUE TAMBÉM CAPOTOU NO MESMO LOCAL.

MAL SABIA O PUBLICO PRESENTE, QUE AO DAR A BANDEIRADA DE CHEGADA AOS PARTICIPANTES, ESTA BANDEIRADA ESTARIA TAMBÉM ENCERRANDO A SÉRIE DE 24 HORAS DE INTERLAGOS QUE NOS ANOS 60 HAVIA SIDO CRIADA PELO " CMC – CENTAURO MOTOR CLUB" PARA CORREREM SOMENTE CARROS NACIONAIS DA CATEGORIA TURISMO. A PRIMEIRA CORRIDA LONGA APÓS QUASE TRÊS ANOS DE FECHAMENTO DO AUTÓDROMO DE INTERLAGOS VIRIA A SER AO MESMO TEMPO A ULTIMA.

ESTAS 24 HORAS TALVEZ TENHA SIDO TAMBÉM
UMA DAS ULTIMAS OPORTUNIDADES QUE O PUBLICO TEVE DE ASSISTIR O COMBATE DIRETO ENTRE DOIS CARROS DIGNOS REPRESENTANTES DE GERAÇÕES DISTINTAS, QUE MARCARAM ÉPOCA E FORAM ( SE AINDA NÃO SÃO !) OBJETO DE DESEJO DE UMA LEGIÃO DE SEGUIDORES APAIXONADOS PELOS ALFAS ROMEO FNM – JK E GMS OPALA.

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

1. LUGAR - BIRD CLEMENTE E NILSON CLEMENTE COM OPALA 4100
2. LUGAR - FAUSTO DABUR E EMERSON MALUF COM VOKS 1600 (SEDAN 4P )
3. LUGAR - JAYME SILVA E HUGO GALINA COM FNM JK
4. LUGAR - PEDRO V. DE LAMARE E CLÁUDIO DANIEL RODRIGUES COM FORD CORCEL
5. LUGAR - EMILIO ZAMBELLO E PIERO GANCIA COM FNM JK
6. LUGAR – MAURICIO CHULAM E JORGE DE FREITAS COM VOLKS (COLABORAÇÃO DO AMIGO FABIANO70)
7. LUGAR – CIRO CAÍRES E JAN BALDER COM OPALA 4100


FOTOS :


LARGADA AO ESTILO "Le Mans"
As feras saindo num belo espetáculo de rugir de motores.


OPALA n. 80 dos irmãos Clemente.


OPALA n. 76 de Bob Sharp já sem capô no começo da prova.


Volks 77 de Mauricio Chulan e Jorge de Freitas,
 Voks 1600 (Zé do Caixão) n.10 
de Fausto Dabur e Emerson Maluf e, 
Ford Corcel 22 de Pedro Vitor de Lamare e Claudio Daniel Rodrigues e; 
Jk Alfa Romeo n.25 de Piero Gancia e Emilio Zambello.

Volks 1600 n. 48 de Angi Munhoz e Fred Girogi 
que no começo fez um pouco de sombra para o
 Opala dos irmãos Clemente, 
Ford Corcel 30 de Paulo Gomes e Sergio Louzada.

Opala 44 de Ciro Caires e Jan Balder,
 Volks n.85 de Chivas e Rene Lotfi e; 
Volks n.88 de Alex Ribeiro e José Fonseca.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

reedição da matéria de 03/dezembro/2012

ANOS DOURADOS


100 MILHAS - ESTREANTES E NOVATOS 

 INTERLAGOS 1968


A EMOÇÃO FICAVA POR CONTA DA TURMA DE ESTREANTES E NOVATOS QUANDO ATINGIAM AS CURVAS EM DISPUTAS POR MELHORES COLOCAÇÕES.
O INTERESSANTE É QUE APESAR DAS DISPUTAS SEREM FORTES E DE MUITA RAÇA, A DESLEALDADE, OS TOTÓS E ETC ETC, NUNCA  FAZIAM PARTE DO ESPETÁCULO.


NUMA ENTRADA UM POUCO MAIS FORTE O SIMCA 92 ENTORTA E NA SEQUÊNCIA É UM DEUS NOS ACUDA.



OBS - NOTEM O  "DKW 10 " TOTALMENTE ORIGINAL COM CAPOTA DE VINIL



TODO MUNDO INDO DE CARA PARA O BARRANCO


JÁ REFEITOS DO SUSTO, A CORRIDA CONTINUA.

 * EU ESTAVA LÁ  COM O "FUSCA 1200 SS"  VERDE ÁGUA DA MAMÃE

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

PAPER MODEL - MODELISMO EM PAPEL

COLEÇÃO HIPERFANAUTO - REDFORD COUPÊ




QUATRO MODELOS QUE COMPOEM A COLEÇÃO HIPERFANAUTO - RED FORD 
NAS SEGUINTES VERSÕES: ( COUPÊ HARDTOP,  SPORT RACING,  COUPÊ CONVERSÍVEL E SUPER SPORT )


COUPÊ CONVERSÍVEL ( ESTE MODELO PODE SER TAMBÉM NA VERSÃO - LATERAL BICOLOR E SAIA  AS RODAS TRASEIRAS ) E  COUPÊ HARDTOP.


MODELO COUPÊ HARD TOP


MODELO SPORT RACING ( ESTA VERSÃO PODERÁ SER TAMBÉM MONTADA SOBRE CHASSI COM MECÂNICA E RODAS DE SLOTCAR ).




MODELO SPORT RACING E MODELO SUPER SPORT

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